Este artigo reavalia a geração de riqueza associada aos data centers a partir de evidências de consultorias especializadas, organismos multilaterais e governos. O ponto central é que o impacto econômico não deve ser medido apenas pelo emprego permanente dentro da instalação. A literatura mais robusta separa os efeitos em três níveis: contribuição direta da construção e operação; efeitos indiretos e induzidos nas cadeias de fornecedores e no consumo das famílias; e efeitos habilitados — ou forward linkages — decorrentes do uso de cloud, dados, software e inteligência artificial pelas demais atividades econômicas. Essa última camada é conceitualmente distinta dos multiplicadores inputoutput e não deve ser somada a eles sem controle de dupla contagem.