Resumo

Resumo:
Este estudo aprofunda a comparação da geração de carbono de datacenters no Brasil e nos Estados Unidos nos escopos 1, 2 e 3 do GHG Protocol, normalizando os resultados por 1 MW de carga de TI e por ano de operação. A metodologia parte de uma instalação de referência com PUE 1,4, equivalente a 12.264 MWh/ano de eletricidade total por MW de TI, e aplica fatores de emissão location-based derivados da matriz elétrica: para o Brasil, a análise utiliza a leitura combinada de dados oficiais do Sistema de Informações Energéticas/Balanço Energético Nacional, da EPE, e da operação do Sistema Interligado Nacional pelo ONS; para os Estados Unidos, utiliza a intensidade de carbono do setor elétrico reportada pela International Energy Agency. Em cenário central, o escopo 2 brasileiro é estimado em cerca de 0,638 ktCO₂e/MW TI.ano, contra aproximadamente 4,55 ktCO₂e/MW TI.ano nos Estados Unidos. O escopo 1 é menor, mas não desprezível: testes e emergências com geradores diesel podem variar de cerca de 11 a 94 tCO₂/MW TI.ano para 12 a 100 horas anuais de operação, antes de refrigerantes. O escopo 3 é tratado por critérios de ciclo de vida, incluindo obras civis, infraestrutura eletromecânica, servidores, baterias, logística, reposição e fim de vida, com faixa anualizada de 0,8 a 3,0 ktCO₂e/MW TI.ano. Conclui-se que o Brasil possui vantagem estrutural robusta em carbono operacional location-based, mas a comparação completa exige transparência sobre PUE, fator de emissão temporal, operação real de geradores e fronteiras do escopo 3.

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